quarta-feira, 6 de julho de 2011

Expo Itaguaí-RJ

    Sábado fui com minha família à Expo Itaguaí para nos divertirmos um pouco e ver as exposições de artesanato regional, agropecuária e me deparei com exposições maravilhosas sobre o uso de material reciclado e sustentabilidade. Fiquei encantada, mas claro que com um filho de 3 anos a tiracolo, não pude me deter a essas maravilhas para uma professora de Biologia. O jeito foi visitar os animais, as plantações e ficar o resto da tarde no parque com meu pequeno. Então ontem voltei com meu marido a Expo, enquanto meu filho estava na escola e aí sim, levei a filmadora e me fiz nas exposições das Secretarias de Agricultura e pesca, Meio Ambiente, UFRRJ, INEA, Cooperativas de artesanato com materiais recicláveis e etc... Filmei tudo e entrevistei os responsáveis que pude, para produzir um vídeo sobre reciclagem e sustentabilidade, assim que puder exibirei aos meus alunos do EM para montarem um projeto no 3º bimestre e uma exposição e talvez oficinas com os contatos que consegui. Não adianta, uma vez professora, mesmo se divertindo com a família, sempre professora...criando estratégias e produzindo material para aulas atrativas e produtivas aos alunos!


IITAGUAÍ - HISTÓRIA
Conheça um pouco da história!
Itaguaí é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, localizado
a 73 km da capital.


VILA DE ITAGUAÍ
Após a barbárie, foi fundada pelos colonos a Vila de Itaguaí, que passou a ser
uma rota de viagem padrão para os viajantes para São Paulo e para as Minas
Gerais, na chamada Rota do Ouro devido ao terreno pouco acidentado e 
transitável durante todo o ano, com poucos alagadiços e com bastante água 
para os animais.
No século XVIII, na famosa viagem onde seria dado o Grito de Independência
 do Brasil Dom Pedro I parou na vila para alimentar e saciar seus cavalos no 
chafariz da cidade, atualmente tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional.
Cidade de Itaguaí
Depois da Independência do Brasil, Itaguaí desenvolveu a sua agricultura 
sendo em tempos diversos o maior produtor de milho, quiabo, goiaba, 
laranja e banana do Brasil.
Recebeu inicialmente o uso de trabalho escravo de negros, que foi 
gradualmente substituído por mão de obra estrangeira, mais especificamente
de japoneses e em menor número de alemães.
Ainda hoje é uma das maiores colônias japonesas do estado do Rio de janeiro.
Até a década de 50, a má admistração pública, gerou diversos problemas sociais,
surtos recorrentes de malária, cólera e outras doenças erradicadas das cidades
vizinhas deu uma má-fama a cidade que ganhou o apelido de "Município Abandonado".
A partir dos anos 50 a cidade começou a se industrializar, com a construção 
de fábricas como a Ingá (zinco) Nuclep (material termonuclear) e de outras 
empresas na Zona Industrial de Santa Cruz.
Em 1969 o distrito de Paracambi foi emancipado da cidade e em 1997 o distrito
de Seropédica também se separou. Muitas partes do município também foram 
perdidos para Mangaratiba e para o Rio de Janeiro sendo este último um caso especial.
A divisa entre Rio de Janeiro e Itaguaí era determinada pelo curso do Rio da Guarda,
quando a Zona Industrial foi aprovada para a região na margem do rio pertencente 
a Itaguaí , a prefeitura do Rio de Janeiro mudou o curso do rio, incluindo a área em 
seu município. Na história recente são destaques a construção do Porto de Sepetiba
e os problemas advindos da fábrica do Ingá, cujos dejetos químicos abandonados
estão causando graves problemas ecológicos.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 22º51'08" sul e a uma longitude 43º46'31" oeste, estando
 a uma altitude de 13 metros. Sua população estimada em 2005 era de 93 662 habitantes.
Faz parte das regiões da Baixada Fluminense e da Costa Verde
Distritos: Ibituporanga e Itaguaí (sede).
Possui uma área de 277,6 km².
Economia
O município de Itaguaí tem uma economia dupla atualmente: Por um lado é um dos
municípios mais pobres e com menor nível de capacitação profissional da Região 
Metropolitana do Rio de Janeiro - funcionando como cidade dormitório para pessoas 
que trabalham nos municípios vizinhos. Por outro, tem a economia pulsante do Porto
de Itaguaí que tende a ser o maior agregador econômico e de empregos da região 
num futuro bem próximo.
Recentemente foi anunciada a construção de um Pólo Siderúrgico na cidade, composto
principalmente pela Companhia Siderúrgica do Atlântico situada na cidade pela facilidade
de escoamento pelo porto.
Uma série de outras indústrias do ramo de siderurgia vão ser desenvolvidas na região.
Cultura
Itaguaí é citada em muitas obras da literatura brasileira, sendo a mais conhecida, e quase
um dos símbolos da cidade o livro "O alienista" de Machado de Assis onde a Vila de Itaguaí 
é o lar do Doutor Simão Bacamarte, apresentado, na obra, como filho da nobreza da terra
e o maior dos médicos do Brasil e que, através de métodos pouco ortodoxos e com o 
pré-suposto de curar os loucos da cidade, termina por aprisionar a quase todos dela em 
sua Casa Verde o manicômio da cidade.
A escola de música Y-tinga é uma das poucas escolas públicas de música gratuitas no
Brasil, sendo referência em todo estado na educação musical de adolescentes e crianças.
Durante a semana do dia 5 de julho há a Expo de Itaguaí, Um misto de feira agropecuária
e festividade popular onde se apresentam artistas nacionalmente famosos e são recebidas
caravanas de diversas cidades vizinhas.

Outros detalhes
Aniversário do Município: 5 de julho.
Municípios Limítrofes: Mangaratiba, Rio Claro, Piraí, Paracambi, Seropédica e Rio de Janeiro
Principal Rio: Itaguaí.
Atividades Econômicas: Agropecuária, Pesca, Portuária, Indústria e Comércio.
Padroeiro: São Francisco Xavier.
Gentílico: Itaguaiense.
História
Itaguaí foi fundada em meados do século XVII com a migração dos índios da ilha Jaguaramenon para o Morro da Cabeça Seca atraídos pelo governo Martim de Sá que pretendia criar um entreposto na região
Com o tempo os missionários se mudaram para a Fazenda Santa Cruz e deixaram o povoamento indígena, que se intitulou Itaguaí (Água amarela em Tupi), por causa das barrentas águas dos rios da região compreendida entre os atuais rios Itaguaí e Itingussu.
A tribo dos Y-tingas se desenvolveu e prosperou e passou a rechaçar a colonização dos jesuítas o que produziu vários conflitos. Num deles um pequeno índio de 10 anos foi ferido e pego pelos portugueses sendo batizado com o nome de José Pires Tavares.
Tavares cresceu entre os colonos mas sempre pensou em defender seu povo, quando fez 30 anos, já casado com uma índia, embarcou rumo a Portugal buscando uma carta de proteção para aldeia Y-tinga junto à Coroa Portuguesa, foi recebido no Paço-Real pela rainha Dona Maria I.
Os colonos sabendo da alta chance do indígena conseguir tal proteção não perderam tempo, atacaram a aldeia durante sua viagem, não poupando nem sexo nem idade, todos os sobreviventes foram amarrados a barcos com furos e lançados ao mar, morrendo todos afogados.
Quando José Tavares retornou de Portugal com a carta de proteção não havia mais o que ser protegido, a tribo dos Y-tinga estava permanentemente extinta.

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Declaração Universal dos Direitos do Homem, no artigo XIX:
"Artigo XIX
Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras." (destacado do original).