sábado, 9 de julho de 2011

Nenhum passo daremos atrás!

Recentemente (07/07) 63 cabos e seus familiares ficaram detidos (latu sensu) " carcere privado de 3 horas" na Escola de Bombeiros Coronel Sarmento em Guadalupe aguardando uma resposta de memorando que poderá culminar em punição. No mesmo dia, todo o CBMERJ foi censurado e proibido de usar adesivos e fitas vermelhas no interior de unidades da administração.
Quanto à formatura dos Cabos, acredito que o Hino do Soldado do Fogo, nunca mais será cantado da mesma forma. E não entendo a revolta dos comandantes. Pois sempre (décadas) cantamos (disseram os BMs) em volume mais alto na parte "punindo uma afronTA! Com vaLOR, pela PÁtria lutAR!" e nunca houveram punições por conta disso.
Agora, se se sentiram ofendidos por cantarem o hino mais alto em outro trecho, fica parecendo que a carapuça serviu.
A cerimônia de formatura de 63 cabos do Corpo de Bombeiros, no quartel do Centro de Formação de Praças, em Guadalupe, causou mal-estar entre oficiais do alto escalão da corporação, inclusive o comandante-geral, coronel Sérgio Simões, que estava no evento.
Durante a solenidade, os formandos cantaram o hino da instituição militar de forma "agressiva e inadequada", conforme descreveu a assessoria de imprensa da Secretaria estadual de Defesa Civil.
A saia-justa aconteceu quando os cabos cantaram a plenos pulmões, em tom de protesto, o verso "Nenhum passo daremos atrás".
O trecho do hino é o mesmo que virou lema das manifestações por aumento de salários, iniciado por guarda-vidas da corporação em abril. Quem circulou pelo Centro do Rio entre maio e junho teve chance de ouvir repetidas vezes o verso, que virou palavra de ordem nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio, onde os manifestantes ficaram acampados.
O movimento culminou na prisão de 439 bombeiros por uma semana por causa da invasão do Quartel Central, mês passado na Praça da República.
Desta vez, o trecho cantado fora do tom gerou constrangimento aos oficiais do Curso Superior de Comando e alguns deles deixaram a cerimônia antes do fim, realizada na última quarta-feira.
Apesar da ousadia, a Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros, que executava a melodia, não interrompeu a música. A formatura havia ocorrido no mesmo dia em que o governador Sérgio Cabral anunciara a concessão de auxílio-transporte e gratificações para parte dos bombeiros militares.
Em resposta à ousadia dos cantores, o comando-geral determinou que cada um dos 63 militares preenchesse um memorando para alegar os motivos da irregularidade. Se não quiserem dar um passo atrás na corporação, os cabos terão de entregar até esta sexta-feira a defesa. A Secretaria estadual de Defesa Civil informou que, depois de entrega dos memorandos, o comando-geral tem 20 dias para decidir ou não por punições.
Ouçam aqui Ricardo Boechat criticando oficiais que tentam punir cabos por cantarem o Hino do Soldado do Fogo com vibração.
Estão vendo? Bombeiros e população não se iludam, as "garras" estão se mostrando novamente. Sabem do que estou falando.
Não se esmoreçam! Tiveram muitas vitórias e a glória está próxima. Mas para isso estão precisando sangrar! Não existe vitória sem sacrifício! Ninguém vai para a guerra achando que não perderá soldados.

Neste momento reflita e pense. 439 bombeiros e PMs quiseram e se sacrificaram. 63 Cabos quiseram e se sacrificaram. 136 Sargentos querem e se sacrificarão.
 
Nessa queda de braço entre governo e bombeiros o primeiro está perdendo pois continua se desgastando com as tropas CBMERJ/PMERJ/PCERJ e seus familiares e amigos, e principalmente, se desgastando com a sociedade (eleitora) que já vestiu a camisa dos bombeiros.

Estes gestos de revide só fortalecem o movimento. Veja clicando aqui!

Seria muito mais fácil e menos doloroso para ambas as partes, encarar o problema de salários famélicos dos policiais e bombeiros, já que o bicho papão da PEC 300 está chegando a passos largos. 

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Declaração Universal dos Direitos do Homem, no artigo XIX:
"Artigo XIX
Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras." (destacado do original).